A zebra da vez é azul e branca!

Nem sempre querer é poder, mas nesta segunda-feira (14/09) a raça e vontade tipicamente argentina de Juan Martin Del Potro foi o suficiente para desbancar nada mais, nada menos que o considerado por muitos, maior tenista de todos os tempos, o suíço Roger Federer na final do grand slam US Open, em Nova York. Sem demonstrar inexperiência nem tampouco nervosismo, o agora 5° melhor tenista do ranking mundial, de apenas 20 anos, surpreendeu o mundo do tênis ao aplicar um 3-2 no queridinho das quadras, com parciais de 3/6, 7/6(5), 4/6, 7/6(4) e 6/2.
Quem estava lá pôde desfrutar de uma ótima partida de tênis, que reuniu a já reconhecida classe do suíço número 1 do mundo e a raça, vibração e gana do agora conhecido argentino. Se recuperando de placares adversos e chamando a torcida para si com sua espontâneidade e vibração em quadra, Del Potro jogou como se fosse o favorito e cativou os americanos presentes ao recinto. Federer por sua vez com sua classe costumeira e técnica exuberante tentou até mesmo variar seu estilo reclamando bastante do adversário, o que ele não sabia é que a famosa catimba no esporte é uma característica tipica dos argentinos, logo então Del Potro começou a gostar do jogo e fazia da pequena bolinha amarela, raios que saíam da sua poderosa direita.
O carisma e esforço do argentino conquistaram tanto os torcedores presentes no estádio Arthur Ashe, que logo se começava a ouvir os gritos de “Delpo!!, Delpo!!” vindo das arquibancadas. Nos sets finais Del Potro usou e abusou da sua força para triunfar nas trocas de bolas do fundo da quadra e então o já cansado e nervoso com os acontecimentos da partida, Roger Federer, não conseguiu reagir nos momentos decisivos como de costume. Após longas e cansativas quatro horas e seis minutos de partida, enfim sucumbiu, terminando a sua hegemonia, já que o suíço foi o vencedor das últimas cinco edições do US Open.
Del Potro, que fará seu vigésimo primeiro aniversário no dia 23 de setembro, é o segundo argentino a conquistar o título do grand slam realizado em Nova York, repetindo o tento de Guillermo Villas que aconteceu em 1977. O último sul-americano a ganhar um torneio grand slam foi o também argentino Gastón Gaudio, quando conquistou o tradicionalíssimo “Roland Garros”, realizado em Paris, na França.


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